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Portal da água - Direção oeste

Atualmente a água representa 71% da formação de nosso planeta-mãe; fonte da existência primeva deu à luz a vida através de seus oceanos, desde o alvorecer dos aeons o espírito de Gaia abrigou em seu útero noturno as primeiras formas de seres vivos, a possibilidade de criação sobre tudo que existe, respira, caminha, rasteja ou voa pelo mundo que conhecemos hoje. A teoria evolucionista, creditada ao famoso cientista britânico Charles Darwin,  apontou aquilo que os mistérios espirituais arcaicos narravam em seus contos, a vida nasceu das águas.


Mares, rios, fontes, oceanos, lagos, chuva e um pouco mais perto... Sangue, saliva, lágrimas e suor, o espírito da água circula dentro e fora de nós.  A palavra Espírito tem sua origem no latim spiritus, e a mesma significância correspondente a espirro, ou seja, aquilo que é assoprado, forte alusão ao sopro ordenador do divino, também conhecido nas filosofias orientais como consciência superior.  O espírito das águas é a consciência sensitiva,  evoluída e intercomunicadora da natureza, está intimamente ligado ao ser humano e atua sorrateiro em nossa dispersa realidade. 


Nossa existência quando embrionária é formada por 96% de água, a partir do momento do nascimento nossa porcentagem de água passa a ser de 80%, quando atingimos a idade adulta finalmente somos regidos por 70% de água, ou seja, assim como nosso planeta-mãe somos compostos em maior parte por água, o que torna valida a nossa reflexão à respeito de um elemento que constitui mais da metade de nosso corpo telúrico, cerne de toda experiência espiritual. 


O cientista japonês Masaru Emoto, aponta em suas pesquisas as nuances físicas das moléculas da água, demonstrando através de fotos tiradas com aparelhagem específica, as modificações do corpúsculo aquático a partir da intervenção de palavras, imagens e música. Os cristais da água são influenciados pela irradiação vibracional de som e imagem; assumindo as formas de padrões ao qual estão expostos. Assim sendo, nosso corpo consolidado em grande quantidade líquida, reproduz a ressonância de nossas palavras e pensamentos. O estudo de Emoto ganhou força mundial, sendo apoiado por grupos de sustentabilidade e medicina holística.


A qualidade de água que possuímos no corpo influencia diretamente na capacidade de memória que desenvolvemos o Insitituto aeroespacial Stuttgart, também comprovou que as formas da água absorvem todo padrão com que entram em contato e  estruturou a teoria de que os oceanos seriam as fontes de informação da natureza-mãe,  distribuída pelo planeta no formato de chuvas. Além destes, outros estudos relataram que a base de doenças como o Alzheimer, curiosamente trazem consigo uma grande baixa na quantidade de água contida no corpo.


O elemento mais abundante do planeta terra recebeu dentro da filosofia oculta a correlação com as emoções do corpo humano, a parte correspondente ao sentir, o hemisfério direito do cérebro e o lado esquerdo do corpo físico. As águas relacionadas às emoções são fruto da associação primitiva de que em estados de alegria ou tristeza vertemos água.  
Nascemos em Yod – Mãe Água – E voltaremos à ela, como toda gota que voltará ao oceano, a consciência do movimento circular nos deu a errônea percepção de que ela seria eterna,  porém os ciclos hidrológicos da água estão sendo rompidos pela mão humana, que começa impedir sua renovação; apenas 2,5% da água na Terra é potável, 2/3 estão nas geleiras e uma quantidade muito menor 1/3 é o que está em nossos rios. O envenenamento dos rios,  o selamento das fontes, o desperdício de água potável e o seu uso irracional, é resultado de uma humanidade que encapsula sua consciência emocional, por não compreender sua manifestação.  

 

A contaminação da água gera doenças muito piores do que a cólera, fadiga ou a disenteria que são alguns breves exemplos e não traduzem a total degradação do sentido energético e espiritual de unidade que a água traz em todas as coisas. Um mundo com sede de sentir refugia-se em compensações buscando desesperadamente o prazer e evitando a todo custo às dores que se apresentam ao longo da jornada.

Aha Metakiase!
 A intercomunicação existente no espírito das águas foi vinculada por tribos ameríndias as relações, os elos familiares e fraternos que criamos e fortificamos durante a experiência terrena. Para os índios Lakotas, de origem norte-americana, a conexão entre todas as coisas era algo natural e saudado através da oração Aha Mitakuye Oyasin, traduzida livremente para Por Todas as relações, quando intencionada essa expressão buscava reconectar o indivíduo a consciência de fazer parte de um todo maior do que sua vontade pessoal ou necessidades,  e de que seu parentesco não está limitado para sua espécie, mas em tudo aquilo que habita o corpo da mãe terra. 


A evolução de aldeias para cidades afastou a compreensão humana do sagrado na natureza viva delegando poder a um Deus transcendental. As crenças pagãs que estruturavam a forma-pensamento ancestral ocultaram-se da vida pública, a consolidação do patriarcado e seus dogmas inquisidores ativou a cultura da força e egoísmo na humanidade;  apenas pequenos resquícios de preceitos cultivados por nossa memória antiga escaparam do julgo misógino; sob a guarda dos seguidores das religiões da Terra, estes ensinamentos avitos foram protegidos  na forma de mistérios. Ainda que nos dias atuais nosso formato social tenha propiciado proteção física de tudo o que é selvagem e livre, os filhos da humanidade contemporânea estão afastados de sua umidade sensitiva, trazendo uma aterradora confusão entre o artificial e o  natural, inquilinos de uma comunidade que  delega valor a todo fruto de pensamento e expressão externa enquanto encarcera como pagamento os próprios sentimentos e  valores internos.  Desta forma,  as águas do corpo passaram a adoecer gravemente.


Através do resgate da filosofia do círculo, encontramos uma chave de conhecimentos espirituais que emergem das águas,  fonte de energia capaz de ativar e energizar o corpo físico,  harmonizar as relações,  liberar o sentido de espiritualidade e acima de tudo atuar na restituição do corpo emocional. 


O Resgate das águas internas condiz com o intenso despertar sobre as nuances sensitivas que estamos diariamente expostos e não mais suturar as emoções na base craniana, ordenando desenfreadamente o sentir de forma a abafar sua substância fluídica in natura. 

Em tempos em que  a educação patriarcal  ainda sobrevive e  enjaula os sentimentos  de amor, ternura e carinho dando vazão a filosofia de competitividade e domínio,   o poder das águas adoece gravemente sobre a fonte seca  do egoísmo diário.
Não compreendemos, não aceitamos e a aprendemos a dizer não amo. Este  caminho de busca insaciável na auto-afirmação intenta  alicerçar segurança e libertar da possibilidade de ferimentos profundos na psique. A armadilha da mente qualificada para proteger acaba por negar a possibilidade do positivo, a boa-fé e da oportunidade de amar;
O Resgate da espiritualidade existentes nas águas é também o resgate da conexão com as próprias emoções.

 

Grande Mãe do Mundo, minha Mãe.


Os mares, rios e lagos são manifestação de uma Grande mãe doadora de vida. Os povos ancestrais que enraizaram seu culto na  divindade da natureza colocaram a água como Força feminina, geradora, mantenedora  e também  de cura.
A conexão espiritual com o elemento aquático que Experimentamos atualmente em nossa realidade verde-amarela, traz fortemente o resgate do amor e respeito pelas Deusas das águas, que tomam forma através da cultura africana. Estas forças  abraçam a população brasileira em um colo de regeneração cármica, com as amadas Mães Oxum, Yemanjá e Nanã. Estes são portais vivos para a conscientização da importância de cuidado a esta face da natureza, que é  enaltecida como sagrada. 
Para iniciar o resgate do poder e dos mistérios que habitam as águas,  é necessário que busquemos compreender inicialmente os movimentos emocionais internos, entrando em contato com o sagrado feminino interior. 


A relação mãe-filho é o primeiro passo de conexão com o sagrado feminino existente em homens e mulheres,  o resgate e cura desta relação primária é a porta de satisfação interna para realização pessoal nos relacionamentos.  Quando compreendemos a relação materna desvendamos o véu sobre nosso próprio coração, iluminando carências, dificuldades e infelicidades. 
A relação com a Mãe é quem dita a maneira com que tratamos o Sagrado Feminino em nossa vida, se podemos reconhecer nela feridas e mágoas é necessário honestidade para assumir a própria responsabilidade e assim libertar a figura materna das expectativas de suprir nossas fraquezas e resolver nossos desafios.


Este não está perto de ser um caminho fácil, mas sim de desenvolvimento, toda evolução traz consigo transformações necessárias no interior do indivíduo e é fundamental resgatar a coragem de ter um encontro íntimo com aquilo que esperávamos e aquilo que encontramos, neste resgate e regeneração do corpo emocional, encontramos a profunda gratidão a geradora de nossa vida, com todos os desafios  que escolhemos, ativando portas internas de cura profunda que irradiarão sobre todas as relações.

A maneira com que nos colocamos diante da presença da mãe, ou daquela que  represente o papel gerador,  é forte indício de como estamos para com o próprio feminino interior, esta chave é a  oportunidade de esclarecer padrões de não merecimento, exigência e crítica.
Ao dedicarmos nossa atenção para um ponto tão comum e ao mesmo tempo distante, permitimos que nosso campo emocional comece a abrir-se desde o princípio da existência. 


No nascimento o mundo resume-se à mãe, a felicidade, o bem-estar, a proteção, tudo que recebemos está diretamente relacionado à ela. Assim a Grande Mãe do Mundo manifesta-se no papel da mulher geradora, para o bebê o primeiro sentido de plenitude acontece em estar com a mãe, até que em determinado percebe que estar sem ela gera um vazio, um espaço para raiva, revolta e ódio. Resgatar internamente o próprio autocuidado, autoestima, e atenção são a seta do caminho para evolução das emoções e assim iniciar a verdadeira jornada em direção a magia das águas sagradas.

 

Senhores Guardiões do Portal do Oeste


A direção consagrada na Wicca e Bruxaria para  a força das águas recebe o nome de Quadrante Oeste, símbolo de regeneração, renovação, dissolução e equilíbrio. O Portal da Deusa antiga traz a propriedade curadora dos sentimentos, a capacidade de maleabilidade e reflexão;  em sua forma original, a água, é o  espelho da natureza que reflete as formas e luzes sobre ela expostas e atua no ser humano através da reflexão, intuição e emoções.  Desta forma, o espírito das águas também é associado a face da Deusa Anciã, aquela que encontra dentro de si a sabedoria da alma do mundo. 


Seu símbolo dentro da Bruxaria é o cálice sagrado, o graal da imortalidade de onde tudo é renovado, o divino útero da Deusa-mãe do qual toda alma nasce, morre e renasce.  Está concomitantemente associada à velha ( Deusa Anciã) que tece os destinos e atua em curas profundas, que estica a mão diante da morte para que possa mergulhar em seu escuro e úmido ventre em direção ao renascimento. Ela é  a aranha que fia o curador interno dentro de cada filho da terra. 


Contudo, se a direção sagrada do portal das águas é responsável pela geração da vida  de que forma  também pode estar relacionada a face de uma Deusa idosa, que já passou pelos mais diversos ciclos?


A sabedoria da Deusa das fontes revela que a morte é um estado de compreensão natural de que algo precisa ser abandonado para que o novo ganhe passagem,  este é o ciclo das encarnações.  A morte não é antagonista da vida, mas apenas uma das formas que o divino assume para equilibrar a existência, desta forma tudo pertence à um grande circulo sagrado.  Quando a Deusa Anciã manifesta-se através da força das águas ela exalta a percepção de que a vida só existe diante da possibilidade da morte e vice-versa.
 

Ritual para Deusa das Águas e Sabedoria nas relações afetivas.


Em uma noite de Lua minguante, repouse  uma bacia com água diante ao espelho, acenda uma vela azul dedicada a Deusa das águas e  borrife  essência de violeta no ambiente. Trace sobre água um espiral de invocação.

Concentre-se.  Centre-se. 
Busque a conexão com o seu sentimentos e Perceba sutilmente as águas percorrendo seu corpo em sangue, saliva e suor.

Visualize o fluxo de suas emoções diárias.

Respire fundo e solte.

Conforme sentir-se integrado ao ambiente de devoção inicie a invocação da força das águas.

Invocação
Deusa mãe de tudo que ama e manifesta-se através do amor, eu te invoco neste momento para que permita conectar com o poder de minhas emoções em equilíbrio. Esteja aqui e agora abençoando este local para que possa abrir dentro de mim o portal do autoconhecimento. 
Pelos Mares, rios e oceanos que são tua  permanente força de renovação, eu te invoco. Traz desde teu  ventre antigo a sabedoria para ultrapassar as limitações que encontro em meu caminho.

 

PDF MOLÉCULA DA ÁGUA

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